NIRSEVIMABE NO SUS: O NOVO TEMA DE PEDIATRIA QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR
Em fevereiro de 2026, o SUS começou a oferecer o nirsevimabe (Beyfortus), um anticorpo monoclonal para prevenção de infecções graves pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês de alto risco. A incorporação foi aprovada pela Conitec e oficializada pela Portaria SCTIE/MS nº 14 de março de 2026.
É tema novo, com portaria nova, protocolo publicado — exatamente o perfil de assunto que a banca gosta de cobrar na primeira oportunidade.
O QUE É E COMO FUNCIONA
O nirsevimabe não é vacina. É um anticorpo monoclonal de ação prolongada — fornece anticorpos prontos contra o VSR, sem depender de resposta imunológica do bebê. Dose única, via intramuscular, com proteção por até 6 meses.
Isso é importante porque o VSR é a principal causa de bronquiolite em lactentes. Em 2025, o Brasil registrou mais de 43 mil casos de SRAG por VSR, com mais de 36 mil hospitalizações em menores de 2 anos.
QUEM RECEBE
Prematuros nascidos com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias — preferencialmente ainda na maternidade, durante todo o ano.
Crianças até 24 meses com comorbidades: cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas. Nesse grupo, a aplicação é restrita ao período sazonal (fevereiro a agosto).
POR QUE ISSO IMPORTA PARA A PROVA
O nirsevimabe cruza Pediatria (indicações, manejo neonatal) e MFC (orientação na APS, calendário de imunização). A banca pode cobrar a distinção entre anticorpo monoclonal e vacina, os critérios de elegibilidade, ou a conduta diante de um prematuro no cenário da atenção primária.
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