VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: O QUE O MÉDICO GENERALISTA PRECISA SABER PARA PROVA E PRÁTICA
Violência é o maior tema de Saúde Mental nas provas do INEP — e um dos mais negligenciados na preparação dos candidatos. A banca não cobra só o diagnóstico da lesão: cobra o acolhimento, a notificação, o acionamento da rede de proteção e a conduta do médico generalista diante de uma situação de violência.
É um tema transversal por natureza: aparece em Saúde Mental, MFC e Saúde Coletiva. Quem domina violência pontua em três áreas ao mesmo tempo.
O QUE A BANCA COBRA
Acolhimento e identificação
O primeiro passo não é o exame físico — é o acolhimento. A banca gosta de cenários onde o médico precisa reconhecer sinais indiretos de violência: lesões em diferentes estágios de cicatrização, queixas vagas recorrentes, comportamento evasivo, acompanhamento controlador do parceiro.
Notificação compulsória
Violência contra a mulher é de notificação compulsória imediata. O médico notifica mesmo sem consentimento da paciente. A notificação vai para a Vigilância em Saúde — não para a delegacia (embora o encaminhamento policial possa ser orientado). Confundir notificação compulsória com boletim de ocorrência é erro frequente.
Conduta clínica e rede de proteção
Profilaxias pós-exposição sexual (ISTs, HIV, contracepção de emergência), acionamento do CRAS/CREAS, encaminhamento ao CAPS quando indicado, e documentação adequada. A banca pode cobrar qualquer ponto desse fluxo.
Violência contra crianças e adolescentes
O tema se estende a outros grupos vulneráveis. A lógica é semelhante — acolhimento, notificação, rede — mas com especificidades: Conselho Tutelar, ECA, abordagem pediátrica.
ONDE ISSO APARECE NA PROVA
Saúde Mental: cenários de violência doméstica, abuso, manejo do sofrimento psíquico da vítima.
MFC: identificação e manejo na UBS, abordagem familiar, acompanhamento longitudinal.
Saúde Coletiva: notificação compulsória, vigilância, políticas públicas de enfrentamento.
Violência é tema garantido — e rende pontos em 3 áreas da prova.
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